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Sabe quando você conhece um local, mas não sabe pq tem a sensação de que apenas passou. Isso é uma realidade! Não posso dizer que conheci Santiago. Sei lá, mas eu estava na paranóia de ir logo para o deserto, daí não consegui tirar da cidade tudo aqui que ela tem a oferecer.

Santiago é um mistério em cada parte. Só depois que saí de lá que milhões de histórias vieram a minha cabeça. Lembrei das minhas aulas de história no primário (será que ainda chamam assim???) em que um professor apaixonada pela história chilena nos lembrava que o general Pinochet liderou o golpe militar que derrubou o governo do presidente socialista eleito Salvador Allende.

O governo de Pinochet é considerado o período mais autoritário e violento da história chilena, com muitas mortes e desaparecimentos. Talvez por isso o país durante muito tempo não teve a importância turística como hoje. Mais uma prova de que os governos não democráticos, independente de serem comunistas ou socialistas, atrasam a vida para qq país. Não vou discutir aqui o progresso, ou regresso para alguns, da economia, pois ai já foge totalmente do propósito deste espaço.

Bom, mas me perdi completamente…. o que quero dizer é que quero voltar a Santiago. Quero subir mais aos Cerros, andar mais pelas ruas sem compromisso com lugar ou hora para chegar.

Pausa pq este post ficou muito grande. Tenho ainda um livro de economia enorme para ler. Aliás, vou fazer um post só sobre a minha listinha literária. Rsrsrs

Acordamos bem cedo para pegar o ônibus da cia Andesmar para Santiago do Chile. A viagem é maravilhosa, mas bastante cansativa. Antes de passar pela imigração, o motorista distribui o lanche pq não se pode passar com comida. A imigração chilena é bem rigorosa. Saímos para pegar nossos vistos, que podem ser pagos em dólar, pesos chilenos ou argentinos. De lá fomos para o Raio X, onde estavam nossas malas. Temos que pagar uma espécie de gorjeta obrigatória para o carinha que tira todas as malas do ônibus e depois as coloca de volta. Não lembro o preço, mas tb não quis arriscar em não pagar.

Um susto! O cara pede para abrir a mala do Rafa pq tinha algo dentro. Vimos que era uma pasta de azeitona em um pote mínimo. Bom, não sei se aquilo era permitido ou o cara foi com a nossa cara, mas passamos sem deixar nosso aperitivo para trás.

Depois de quase 2h parados até chegar nossa vez e depois passar, a viagem seguiu…….até o ônibus bater no carro da frente. Acidente bobo, ninguém se machucou, só que ficamos mais de 1h parados até a polícia chegar.

Caso resolvido lá vamos nós. Chegamos à rodoviária umas 15h. Várias pessoas te abordando oferecendo hospedagem, táxi, nossa fico confusa com isso. Já tínhamos decidido ir de metro até a estação Los Heroes, onde tem um albergue da juventude.

É muito fácil andar de metro em Santiago. No caminho até o hostel passamos por um albergue, mas decidimos voltar só se não conseguíssemos vaga no HH. Dito e feito! Acabamos voltando pq o outro estava lotado.

O hostel Luz Azul havia inaugurado há pouco tempo. Limpo, gerenciado por um mochileiro muito bacana, foi um dos melhores lugares que ficamos durante toda a viagem. Os caras são um pouco desorganizados, mas gente boas. Isso pq tivemos que trocar de quatro três vezes, mas tudo bem.

A minha querida São Paulo

Adoro pedalar! Não sei, mas tenho a sensação de dever cumprido todas as vezes que eu ando. Hj peguei a bike e fui tomar um açaí. Depois fui descendo pela Vergueiro, passei na Liberdade, igreja da Sé fui andando pelas ruas do centro de SP. Acho as construções próximas à BMF&Bovespa lindas!!!

Cheguei de bike até à Praça Tiradentes, onde fica a Pinacoteca do Estado. Passei por alguns lugares meio brabos, mas fiquei mega feliz de ver que a todo canto eu via um policial. É tão bom ver a cidade que a gente mora sendo bem cuidada, ou melhor, vigiada.

Eu sou uma petropolitana, ou carioca para muitos, que amo São Paulo. Consigo tirar desta cidade o que ela tem de melhor; e sou muita grata a ela por isso. Adoro pedalar, adoro ir aos museus, correr no Ibirapuera. Quando bate aquela saudade de uma praia, é só pegar o carro que em 1h eu consigo me consolar.

Eu sempre tirei 30 dias de férias. Acho o valor das passagens internacionais muito caro para se passar pouco tempo viajando. Este ano estou mudando meus conceitos, já que no meu novo emprego não posso tirar tudo.

No início não gostei muito, mas depois de pensar vi que pode ser muito bom. Primeiro pq vou tirar duas férias por ano, o que pode representar duas viagens. Ehehhe É sério! Além da Turquia e da Grécia, eu estava pensando em fazer um pouco do Sul da Itália, mas dessa vez vou ter que deixar a minha amada Itália.

Bom, mas com os dez dias que eu tenho, pretendo viajar para um lugar mais próximo. Já tenho planos, mas ainda tenho que fazer um pouco mais de conta antes de fechar qq coisa.

Aconcágua

O ônibus passa no hostel umas 8h. Nossa primeira parada foi no povoado de Uspallata onde foi filmado Sete anos do Tibet. Não sei se todo o filme, mas alguma coisa foi passada lá. A cidade fica bem na base e passagem obrigatória para quem vai para o Aconcágua. A paisagem que se vê é uma coisa deslumbrante.

Nossa primeira parada foi na Puente del Inca. Um povoado bem pequeno que fica próximo à base do Aconcágua. É uma formação rochosa formada pela ação das águas quentes do local. No passado, um hotel de águas termais foi construído próximo à ponte, mas nos anos 60 foi destruído por uma alavanche, restando algumas ruínas e uma pequena igreja lateral, esta sim totalmente preservada.

As águas sulforosas que minam o local geram um processo de petrificação quando se mergulha um objeto. A população vê neste fenômeno a chance de ganhar com mais um tipo de souvenir. Vende-se tudo, desde sapatos a objetos locais.

De volta à estrada, paramos em um local para tirar fotos do Aconcágua, que com muito orgulho o guia nos informava que era da Argentina, apesar da melhor visão ser do lado Chileno. A rivalidade entre eles é impressionante!

Subimos muito, passamos por umas ruas bem estreitas, até que chegamos em Las Cuevas, um vilarejo que fica a 4 mil metros de altura na divisa com o Chile. Pelo nome, dá para imaginar o qt fiquei tonta de tanto ziguezaguear, né? O frio que fazia no local era impressionante, mas valeu passar por isso. Vc vê as cordilheiras com neve em uma passagem de tirar o fôlego. Ah, sem contar o vento que cortava a boca e a pele. Não esqueçam de levar protetor, casaco e um gorro.

Detalhe da estradinha e o ônibus bem longe

Na volta paramos em um restaurante para almoçar. O preço é bem salgado e fica em um lugar isolado, o que te impossibilita de procurar algo mais barato.

Esse passeio é fantástico e, em minha opinião, valeu muito a pena. Vc pode ir por conta própria, mas em Las Cuevas só de carro. Não lembro o preço do tour, mas não foi caro.

Mendoza e seus vinhedos

Chegando na rodoviária de Mendoza, pegamos nossos mochilões e fomos andando até o albergue da rede Hihostel. Não tínhamos feito reserva e é claro que estava lotado. Fomos para outro da rede, que tb não tinha vaga. Cansados da andança, resolvemos comprar um cartão e ligar. Tudo cheio! Até que vejo a indicação de alguém do mochileiros que eu tinha anotado: Hostel Lagares. Felizmente ainda tinha um quarto sobrando. Pegamos um táxi pq já estávamos exaustos e chegamos neste simpático local. O lugar é bem pequeno, mas a simpatia do dono do lugar e a vontade em ajudar é sem limites. Com ele mesmo fechamos a viagem pelos vinhedos que seria feito na parte da tarde.

Caminhamos uns 10 minutos até o Mercado Central de Mendoza, que é bem pequeno, e lá tivemos nosso almoço por uma ninharia. A comida é muito boa.

Caminhamos mais um pouco observando as valas que cortavam a cidade e lembrei que eu tinha lido que eles aproveitavam o degelo das montanhas para abastecer rios e regar as árvores. Apesar de aparentemente ser bem arborizada, Mendoza é na verdade um deserto, que depende das águas das cordilheiras para sobreviver. A cidade é muito gostosa e fácil de locomover.

O passeio pelas vinícolas foi maravilhoso, mas a minha recomendação é para que façam o tour de um dia. Conheci várias pessoas que me relataram que tiveram almoços maravilhosos no meio dos vinhedos e morri de inveja. Além de conhecer todo o processo de fabricação do vinho, nesses lugares vc tem a possibilidade de degustá-los. Só que é tão pouco que não dá para sair bêbado.

Na volta compramos o tour para as montanhas que saía no dia seguinte cedo.

Fui….

No último dia em Buenos Aires aproveitamos para fazer o passeio pelo rio Tigre. Sinceramente achei uma decepção. Não lembro direito como chegamos lá, mas acho que andamos muito de metro até certo ponto e de lá caminhamos um pouco para pegar o barco. Não havia nada de interessante e nem consigo dizer o que tem para ver naquele lugar. Lembro que eram casas que foram invadidas pela água e nada mais de interessante.

Voltamos e fomos direto para a Recoleta. Uma vez lá, resolvemos passar no cemitério onde estava enterrada Evita Perón. Confesso que este é o tipo de programa que eu nunca quero fazer em uma viagem. Primeiro pq não me familiariza nem um pouco com o local – thanks God – e segundo pq não vejo a menor graça em passear por túmulos. Bom, não achei o túmulo, mas eu queria mesmo é sair logo dali.

Não vou falar sobre cada prédio, cada ponto turístico que passamos pq acho que não é isso que vcs querem saber. Buenos Aires é muito gostoso para se comer, comprar as deliciosas havanetes, que é uma espécie de Nhá Benta, mas com doce de leite dentro. Em cada esquina se encontra uma. Uma coisa engraçada é que eles chamam carne de chouriço, que aqui no Brasil é aquela lingüiça de sangue. Depois de um tempo que fuo descobrir que era a tradicional carne deles. Ehehe Que delícia!!!

Pelo menos qd fui, não achei a cidade tão barata. Não sei se era meu primeiro ponto e eu estava segurando mais. Ah! Vinho sim é de graça.

No fim do dia pegamos metrô e fomos para a rodoviária. Estava lotada e com tanto ônibus confesso que fiquei com medo de perder o meu. A Andesmar, cia argentina que faz a trajeto BA-Mendoza, é maravilhosa. Ônibus muito confortável que dá até lanchinho. Compramos a passagem semi-leito, mas não consegui dormir. Deitava bastante, mas não o suficiente. Ao amanhecer, teve até um café da manhã com pão doce, café e leite.

Dica que li muito por aí: cuidado com os taxistas em BA. Li vários relatos de pessoas que entregavam o dinheiro e eles falavam que era falso e te devolviam uma nota falsa. Sinceramente acho que não é necessário pegar táxi, pois o transporte público funciona muito bem. Se tiver que pegar, tente dar o valor certo e fique de olho.

Último dia do ano. Fotos no Obelisco, monumento construído em homenagem aos 400 anos de Buenos Aires, em 1936. Ele fica em um lugar estratégico, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho. De lá ficamos admirando as largas ruas da cidade. É sério, deve ter umas cinco pistas cada mão. Achei BA uma cidade bem no estilo europeu, com aquelas construções antigas maravilhosas.

Próximo ao Obelisco encontramos o Teatro Colón…. fechado. Ele passou por uma grande reforma e me parece que foi reinagurado no final de 2008, não tenho certeza.

De lá fomos visitar a livraria El Ateneo, que se chamava Grand Splendid e foi palco das artes cênicas. Toda a cúpula do teatro foi ornamentada com temas pacíficos, já que foi construído em 1919, um ano após o fim da primeira Guerra Mundial.

Anos depois, o Grand Splendid passou a funcionar como cinema, mas com a chegada de grandes redes de cinema aliadas a todo conforto, o local foi ficando cada vez mais sem público. Em 2000, fechou definitivamente suas portas para o mundo cinematográfico e passou a abrir uma livraria. Eu já amo uma livraria não queria mais sair daquele lugar mega agradável. Fiquei folheando um milhão de livros e tirando mais dezenas de foto.

Voltando ao mundo do lado de fora, perdemos-nos entre as ruas de San Telmo. Não há nada mais gostoso em uma viagem do que isso. Como mais uma vez o sol fritava nossos miolos, voltamos para o hostel. Parada estratégica em um boteco onde comemos a melhor empanada de toda a viagem. Para quem fica no Sudamerika, é num butecão que tem até comida a quilo. Não tem nada de bonitinho, mas é muito bom.

Cuca fresca, fomos conhecer o Puerto Madero, onde encontramos a Eliná, uma das diretoras do local onde eu trabalhava. Uma queridíssima que eu sabia que estava lá, mas o encontro foi coincidência. Como já tínhamos comido umas três empanadas, não nos juntamos para almoçar. Ficamos andando pelo local e procurando um restaurante para passar a virada. Não vou repetir a história aqui.

Para quem não sabe, o Puerto, como nome diz, é a antiga zona portuária que foi totalmente remodelada e deu lugar a restaurantes bacanérrimos, escritórios, cinemas etc.

Voltamos ao hostel, fomos ao mercado para comprar um prosecco, mas como não tinha geladeira, tivemos que comprar gelado e beber na mesma hora. Que delícia! Demos um tempo, nos arrumamos e voltamos ao Puerto Madero. Engraçado, mas não vimos um ambulante vendendo o que ser que seja. Nunca passei um reveillon tão sóbria. Para quem quer animação, não recomendo.

Agora que caí na real e vi que perdi várias fotos de BA.

Ah! Esqueci de postar ontem que passamos na rodoviária para comprar o buzão para Mendoza.

Mega difícil falar sobre um lugar quando você já está fazendo planos para conhecer outro. Minha vontade é ficar o dia inteiro na net para saber como chego a Santorini, quais cidades devo conhecer na Turquia etc.

Sobre BA

foto que peguei no site panoramio.com

Eu amo igrejas!! Claro que não sou uma religiosa de carteirinha, mas adoro a arquitetura dos lugares religiosos. Bem na Praça de Mayo vejo uma construção neoclássica com diversas colunas na fachada. Na hora achei que fosse um Museu, mas ao checar no guia vejo que era a Catedral Metropolitana, igreja que abriga os restos mortais de San Martín, o general que concedeu à Argentina sua liberdade. Por dentro não achei nada demais, mas por fora aquele local não me lembrava uma igreja mesmo.

Vocês ainda vão me ver reclamando sobre o fato das igrejas na Europa cobrarem entrada para entrar nas igrejas. Acho um absurdo! Confesso que só paguei para entrar em uma catedral em Montreal, no Canadá. Valeu a pena!! Isso para dizer que na Argentina não me cobraram para entrar nas igrejas.

Um lugar que tb está em todos os guias é o Cabildo, local que na época colonial abrigava todas as discussões políticas e hoje se transformou em um museu com peças antigas. Preferi ficar sentadinhas no banco da Praça de Mayo vendo as pessoas e admirando o lugar.

A primeira manhã em BA foi para curtir esses lugares. Quando bateu 12h voltamos ao albergue pq não agüentamos o sol. Olha que sou guerreira, mas estava demais. Quando chegamos o albergue estava lotado pq ninguém conseguia ficar na rua.

Passando o pico do sol, fomos bater perna em um dos principais cartões postais de Argentina: o bairro La Boca. Na área onde fica o Caminito me senti bem segura. As coisas coloridas rendem fotos bárbaras. Você pode ver casais dançando tango, artistas de rua, galerias com cada malha incrível, mas início da viagem não podia comprar nada.

Andando um pouco fomos em direção ao estádio La Bombonera. Achei o entorno bem perigoso, com umas figuras um tanto quanto estranhas. Na volta paramos em um butecão bem típico, freqüentado basicamente por locais, e comemos uma bela comida por merreca.

Gente, lembro de cada detalhe dos lugares, mas valores exatos tô mal!!!! Amanhã tento postar algumas fotos pq texto sem imagem é bem chato.

É justo?

Coloquei crédito no meu skype para falar com o maridão que comprou um pré-pago americano. Depois de cinco chamadas entra uma mensagem dizendo que a pessoa tinha caixa-postal, mas não estava habilitada. Tentei mais algumas vezes e qd fui checar meus créditos, vejo que cada tentativa eles me descontaram o proporcional a um minuto.

É assim mesmo? Achei um absurdo!! Agora tentei e caiu direto nesta mensagem. Lá se foram meus centavinhos….

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