Quando a grana está curta não se deve desanimar. Se vc conversar comigo durante 10 minutos garanto que vou conseguir te indicar um lugar maravilhoso para vc conhecer com o que tem. Não é pretensão minha gente. Viajar é para todos!!!
Bom, com essa história de casamento a grana ano passado ficou curta (na verdade ela tem uma atrofia eterna!). Juntei todas as minhas economias e vi o que cabia fazer com ela. Vi muitas histórias de mochileiros que saiam do Brasil de ônibus e chegam até a Bolívia pelo lendário Trem da Morte. O problema é que eu tinha que viajar dois dias antes da virada do ano e não me imaginava na contagem regressiva em Santa Cruz da Serra.
Pesquisei muito. Fiz e refiz meu roteiro umas dez vezes, mas no final consegui uma passagem SP-Buenos Aires/ Lima-SP por R$ 1000 já com as taxas. Gente, para altíssima temporada é quase de graça, né? A companhia aérea foi a Lan. Tem que fazer tudo pela internet, pois a agência tem comissão. Esses dias descobrir uma coisa bem legal. No site www.decolar.com.br, se vc descobrir uma tarifa mais barata do que a deles, eles cobrem a oferta e ainda te dão $100. Vale muito!
Chegando a Buenos Aires pegamos um taxi. Olha, acho que foi a primeira vez na vida que fizemos isso. Eheheheheh Pagamos 50 pesos, não foi nada caro. Fomos direto para o Hostel Colonial. Tive vontade de matar a menina da recepção qd ela virou para mim e falou que o nosso quarto estava com outra pessoa. Comecei a discutir com ela, mostrar que tinha reserva e, inclusive, confirmei dois dias antes. Foi o primeiro choque que tivemos nos países sul-americanos: reservas não existem, pelo menos nos albergues. Os caras até reservam, mas se aparecer alguém, por mais que vc diga o horário exato que vai chegar, já era, perde a reserva.
Ficamos bem nervosos, pois era praticamente véspera de réveillon. Entramos em um hotel fuleira e pedimos para ver o quarto. Dica: vc tem sempre que pedir para ver o quarto antes de fechar qq coisa. Tem muita coisa caindo aos pedaços por esses países e podemos nos dar muito mal se fechamos de cara. Não fique com vergonha, pois eles já estão acostumados com isso.
Depois de muito andar ficamos no Hostel Sudamerika. Fica bem ao lado no Milhouse, o mais badalado albergue de BA, com festas todos os dias. Legal é que ficamos em um quarto só pra gente com um café da manhã show de bola. Ele fica ao lado do metrô e bem pertinho do Café Tortoni, muitoooo conhecido na cidade. Também tinha um Carrefour ao lado onde comprávamos vinhos maravilhosos por um preço de cortar os pulsos. Adoradores de espumantes como somos, não resistimos e também compramos uma Chandon a preço de banana.
Gostei de Buenos Aires, apesar de ser muito quente em dezembro. Éramos obrigados a fazer uma parada no albergue lá pelas 14h, pois o calor era insuportável. Não é coisa de gente fresca, era calor mesmo. Tanto é que o albergue ficava lotado nessa hora.
Não vou falar aqui dos lugares básicos pq vcs encontram isso em qq guia de viagem. Uma dica muito legal, possivelmente presente nos guias, é para não deixarem de tomar um sorvete na sorveteria Freddo. Provavelmente será o melhor sorvete de sua vida.
Um outro problema na cidade é a quantidade de brasileiros. Meu Deus, é surreal andar por cada esquina e encontrar um. Passamos a virada do ano no Puerto Madero. Achei que eu estivesse no réveillon de Copacabana. Sem brincadeira, não vi um gringo por lá, só brazuca. Aliás, os argentinos consideram a data um evento familiar e, por isso, não saem de casa. Para passar em uma festa bacana tem que comprar a noite de um restaurante. É muito caro, cerca de $ 200 (tô falando de dólar e não peso). No Puerto tem até queima de fogos, mas não tem um ambulante vendendo bebida; muito menos bar aberto.